Breve Biografia de Krishnamacharya

Setembro 21, 2008 at 8:46 pm (Grandes mestres, Hatha Yoga) (, , )

O Hatha Yoga como conhecemos hoje em dia teve muita influência de Krishnamacharya. Nós poderíamos dizer que 80% da prática do hatha como conhecido no ocidente veio dele.

De acordo com as entradas de seus diários feitos perto do fim de sua vida ele iniciou seus estudos de Yoga com seu pai aos cinco anos de idade, aprendendo um estilo familiar. Sua família descendia de um nátha-siddha conhecido como Nathámuni. Então seu primeiro contato com o hatha foi ao estilo nátha. Neste período ele também iniciou com seu pai o estudo dos Sútras de Pátañjali.

Na adolescência, após a morte de seu pai, ele aprendeu de um swami da linhagem de Sivananda 24 ásanas. Após praticar por algum tempo se aperfeiçoando, aos 16 anos ele empreendeu uma peregrinação ao santuáio de seu antepassado, Nathámuni. Lá ele teve uma experiência mística que marcaria sua carreira como yogi. Fora uma espécie de visão. Ele contava que no portal do templo um ancião lhe fazia sinais, apontando para uma mangueira. Ele caminhou até a árvore e exausto caiu em sono aos seus pés. Quando se levantou, três yogis estavam ali reunidos e seu ancestral, Nathámuni, estava no meio. Krishnamacharya prostou-se aos seus pés e pediu instruções. Ele conta que por horas Nathámuni lhe transmitiu o ‘Yogarahasya’ (Segredos do Yoga), um texto perdido há mais de cem mil anos. De memória, Krishnamacharya transcreveu o texto posteriormente.

Após sua experiência ele continuou suas práticas através de textos e ensinamentos que recebia de um yogi ou outro enquanto se dedicava aos estudos nas disciplinas clássicas da Índia. Um dia, quando praticava ásanas no gramado dos jardins da universidade que cursava, um de seus professores se aproximou e o instigou a procurar um mestre de Hatha Yoga que vivia isolado em uma caverna com três filhos e a esposa. Ele se chamava Shrí Ramamohan Bramachari. Vale lembrar que neste período o hatha ainda era muito marginalizado. Krishnamacharya estudou com este mestre por sete anos. Seu áchárya o ensinou a maestria nas práticas do hatha. Ele desenvolveu proficiência em não menos que três mil ásanas, desenvolvendo siddhis como parar sua pulsação, levantar objetos extraordinariamente pesados com os dentes, parar carros em movimento com a força de seus braços. Estes siddhis ele demonstrou publicamente a fim de promover a disseminação do yoga em suas palestras, conferencias e demonstrações.

Ele seguiu as instruções de seu áchárya: 1. promulgar o Yoga; e 2. constituir uma família. Ao contrário da tradição do Hatha Yoga, que naquele tempo era marginalizado, onde os yogis se retiravam para cavernas e florestas a fim de praticar e ensinar esta ciência, não tendo lar ou família, Krishnamacharya voltou a sua cidade natal e começou a dar aulas. Honrando a segunda recomendação de seu áchárya, ele casou-se. Ele queria que Krishnamacharya aprendesse a vida em família, ensinando um Yoga que pudesse beneficiar os chefes de família modernos.

Mesmo não atribuindo a si mesmo as inovações que promoveu, seus ensinamentos foram disseminados pelo globo. O que conhecemos hoje como Viniyoga, Ashtánga Vinyasa Yoga, Iyengar Yoga e etc. é fruto de seus ensinamentos que por sua vez foram formados por uma intricada rede de influências que recebeu desde a sua infância.

Om Shiva.

Anuttara.

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Frases do filme “Peaceful Warrior”

Setembro 16, 2008 at 3:50 pm (Grandes mestres, Videos)

Conhecimento não é o mesmo que sabedoria. A sabedoria está em agir.

Dan: Escuta aqui Sócrates, e se eu lhe dissesse que eu vejo seus sapatos nos meus sonhos?
Sócrates: Diria que você ainda está sonhando. É possível passar a vida toda sem estar acordado.

Todos lhe dizem o que fazer e o que é bom pra você. Não querem que você encontre suas própias respostas. Querem que você acredite nas respostas deles. Pare de escutar os outros e ouça o que tem no seu interior.

As pessoas temem o que há por dentro delas mesmo, mas, é o único lugar que encontrarão o que precisam.

As pessoas não são o que elas pensam.

A mente é só um órgão de reflexão.

As pessoas enchem suas cabeças com milhões de pensamentos aleatórios por dia. Nenhum desses pensamentos revela mais que uma sarda na ponta do seu nariz.

Retire o lixo. O lixo está na sua cabeça, seu lixo é aquilo que lhe afasta da única coisa que importa: Esse momento, aqui, agora. Aprenda a jogar fora o que não precisa.

Parte em que Dan estava apressado para o teste do cavalo, mas, precisava se encontrar com Sócrates na ponte:
Dan: Sócrates estou um pouco apressado, você pode não demorar?
Sócrates: Tudo bem.
E joga Dan no lago. “Ahhhhhhhhhhhhhh”

Dan sai furioso:
Dan: Ei! Estou falando com você! Qual o seu problema hein?
Sócrates: Você estava com pressa.
Dan: Por isso me empurro na ponte?
Sócrates: Eu esvaziei sua mente.
Dan: Você o que?
Sócrates: Eu a esvaziei.
Dan: Não esvaziou não! Você me jogou no rio.
Sócrates: E no que você pensou enquanto caia?
Dan: Não sei!
Sócrates: Estava pensando na escola?
Dan: Não!
Sócrates: Nas compras?
Dan: Não!
Sócrates: Onde estava indo?
Dan: Não…
Sócrates: Estava 100% dedicado à experiência que estava tendo. Tem até uma palavra para isso: Ahhhhhh!!!!
Dan: Você é maluco sabia?
Sócrates: É preciso praticar a vida toda.

Raiva, ódio, violência. Tudo isso é só medo. O medo e não o dinheiro é a raiz de todo o mal.

A teoria do caos é correta, exceto que o caos, na verdade não é caótico, mas perfeitamente controlado.

Não existe “melhor”. Você nunca será “melhor”, do mesmo modo que nunca será menos do que ninguém.

O hábito é um problema. Só precisa estar consciente de suas escolhas e ser responsável por seus atos.

Toda ação tem seu preço e seu prazer. Reconhecer os dois lados o torna realista e responsável por seus atos.

Na parte que eles saíram do beco, onde os bandidos os cercaram e Sócrates deu tudo para os bandidos.
Dan: Podíamos ter morrido!
Sócrates: É uma transformação.
Dan: A morte?
Sócrates: É um pouco mais radical do que a puberdade mas nada que nos deixe particularmente chateados.
Dan: Do que está falando?
Sócrates: A morte não é triste. O triste é que a maioria das pessoas não vive nada.

A jornada é o que nos traz felicidade e não o destino.

A parte em que o treinador diz que Dan não poderá participar do campeonato:
Sócrates: Quase toda humanidade passa por essa difícil situação, Dan. Quando não conseguem o que querem, sofrem. Você não pode se agarra a uma coisa para sempre.
Dan: Ele acha que eu não sou capaz de me entregar 100%.
Sócrates: Não importa… Deixa pra lá.
Dan: Ele acha que eu não consigo.
Sócrates: Você não precisa dele ou daquele papel para que se levante naquelas argolas e fazer o que ama.
Dan: Sim, eu preciso! Estou falando em ir lá e ganhar o ouro!
Sócrates: O ouro é só um desejo. É isso que você ama? Só será feliz se ganhar?
Dan: É um sonho, Soc. Não posso acreditar que os sonhos são ruins.
Sócrates: Não pode se entregar aos sonhos. Você é excepcional de qualquer forma.
Dan: Eu estava pronto para desistir de tudo, mas, você ficou do meu lado e disse que queria que eu voltasse a treinar!
Sócrates: Eu disse que um guerreiro se dedica ao que ele ama.
Dan: E é isso que eu amo!
Sócrates: Buscar o ouro?
Dan: Não! Sonhar em estar lá e vencer isso. Fazer o que eu sempre senti que deveria fazer. Antes de saber de bicicleta eu já estava em cima de um trampolim. Porque foi a primeira coisa da qual eu tive certeza que amava. Desculpe-me, pensei que era forte mais não sou, pensei que pudesse me livrar de tudo isso mais não consigo.

-ONDE VOCÊ ESTÁ DAN?
-Aqui.
-QUE HORAS SÃO?
-Agora.
-QUEM É VOCÊ?
-Esse momento.

Paradoxo: A vida é um mistério, não perca tempo tentando entendê-la.
Humor: Tenha senso de humor, especialmente sobre si mesmo. É a força por trás de toda atitude.
Mudança: Nada permanece o mesmo.

Ótimo filme relacionado com o auto-conhecimento em prática, tem muito a ver com budismo zen, taoísmo, hinduísmo e Yoga, se chama “Peaceful Warrior” e em português “Poder além da vida”.

Sinopse:
Dan Millman (Scott Mechlowicz) é um talentoso ginasta adolescente que sonha em participar das Olimpíadas. Ele tem tudo o que um garoto da sua idade pode querer: troféus, amigos, motocicletas e namoradas. Certo dia seu mundo vira de pernas para o ar, quando conhece um misterioso estrangeiro chamado Socrates (Nick Nolte). Depois de sofrer uma séria lesão, Dan conta com a ajuda de Socrates e de uma jovem chamada Joy (Amy Smart). Ele descobrirá que ainda tem muito a aprender e que terá de deixar várias coisas para trás a fim de que possa se tornar um guerreiro pacífico e assim encontrar seu destino.

Comunidade no orkut.

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Dharma: a Base da Vida Humana

Setembro 12, 2008 at 11:24 pm (Grandes mestres) (, , , , )

por Swami Paratparananda

(*) Publicado na edição de Nov/Dez de 1984 da revista “Vedanta Kesari”

(Cedo ou tarde o homem descobre que os prazeres que os sentidos trazem a ele são extremamente transientes e até contra-produtivos. É o Dharma que o coloca em contato com o mundo supra-sensório da Realidade e o eleva da existência do bruto para a vida Divina. Swami Paratparananda, dirigente do Ramakrishna Ashrama, Argentina (**) e um ex-editor da “Vedanta Kesari”, explica como Sri Ramakrishna enfatiza que o principal ingrediente do Dharma ou disciplina religiosa é a renúncia – externa, se possível, mas interna, categoricamente).

(**) de 1973 a 1988.
Vários são os significados deste termo sânscrito, Dharma. Por exemplo, retidão, a natureza inata de algo, deveres devido ao nascimento e posição na vida, são alguns deles. Nós lidaremos aqui com o mencionado em primeiro lugar, isto é, retidão, retitude ou religião como é algumas vezes definido. É claro que na Índia a religião inclui deveres de acordo com varna e âsrama (nascimento e posição na vida) apesar de que estes são conceitos não tão rigidamente praticados hoje em dia. Religião ou Dharma é algo mais do que a mera conformidade com obrigações sociais, restrições ou regras; mais do que meros dogmas e credos. Regras sociais e códigos morais podem e realmente mudam de acordo com a época e lugar. Por exemplo, o que é considerado como imoral em alguns países pode ser aceito como totalmente normal ou natural em outros, etc. Mas mera moralidade não é a meta e finalidade do homem. É apenas o meio para atingir algo superior, algo eterno e este algo é o sujeito da religião ou Dharma. Pode-se chamar este sujeito como Deus ou Espírito ou por qualquer outro nome.

A questão que surge na mente do homem moderno é: que papel pode a religião desempenhar na atual era de ciência e tecnologia? Poderá ela sobreviver aos ataques destas forças? Devemos lembrar que a ciência e a tecnologia lidam com a matéria, coisas perecíveis e não eternas. A matéria, por mais que possa durar, um dia se destrói; ela não pode durar para sempre, não pode ser permanente. Tendo sido composta de elementos, deve retornar mais cedo ou mais tarde aos seus elementos; e aquilo que não é permanente não pode dar felicidade duradoura. O homem nunca consegue felicidade duradoura. O homem nunca se satisfaz com a riqueza. Quanto mais ele tem, mais ele deseja. Assim também é o caso com os prazeres dos sentidos. O corpo pode ficar fraco, mas o desejo por eles não deixa o homem. Habilmente Bhartrihari disse no seu Vairagya Sataka: bhogâ na bhuktâ vayam eva bhuktâh, “Os prazeres mundanos não foram desfrutados por nós; pelo contrario nós mesmos temos sido devorados”. E ele continua: trsnâ na jirnâ vayam eva jirnâh, “O desejo não é enfraquecido, apesar de que nós mesmos nos debilitamos”. E mais: valibhir mukham âkrântam pâlitena ankitam sirah, gâtrâni sithilâyante trsnaikâ tarunâyate, “A face está coberta por rugas, a cabeça pintada de branco (por causa dos cabelos grisalhos), os membros se tornaram fracos, apesar de que apenas o desejo é sempre rejuvenescido”. Esta é a condição do homem entregue à satisfação dos sentidos. A ciência e a tecnologia ainda não descobriram métodos de parar ou prevenir este declínio ou deterioração das forças físicas e mentais do homem nem trazer a ele a satisfação que pode durar mesmo sob circunstâncias adversas como enfermidade e senilidade, etc.

Contudo, nós não dizemos que não existam pessoas que ignorem as realidades da vida e tentem desfrutar dos prazeres. Como o avestruz, que quando caçado, se diz, corre tanto quanto pode e enfia sua cabeça na areia e acredita que não há mais perigo ou inimigos. Para estas pessoas este mundo é tudo quanto existe.

No Kathopanishad, Yama diz: “O além nunca aparece diante das pessoas tolas, enganadas pela ilusão da riqueza. Aqueles que pensam: ‘Este é o único mundo e não há nenhum outro’, caem sob meu domínio inúmeras vezes”. Swami Vivekananda diz: “Somente os tolos correm atrás dos gozos dos sentidos. É fácil viver nos sentidos. É mais fácil andar pelo velho caminho com o piso batido, comendo e bebendo, mas o que estes modernos filósofos querem dizer a você é que peguem estas idéias confortáveis e coloquem o selo da religião nelas. Tal doutrina é perigosa. A morte jaz nos sentidos. A vida no plano do Espírito é a única vida, a vida em qualquer outro plano é apenas a morte”. Aqui nós encontramos a resposta também para aqueles que querem fazer da religião algo confortável, adaptada ao plano sensório.

O homem busca a felicidade e acha que pode obtê-la nos objetos dos sentidos; mas, tristemente, ele descobre que a felicidade que estes objetos podem dar é de muito pouca duração e que ele tem que ganhá-la a um custo muito elevado. Ele começa com tremendo otimismo, mas quando fica velho, gradualmente torna-se um pessimista. Swami Vivekananda declara: “A felicidade real não está nos sentidos, mas acima dos sentidos e está em todos os homens. O tipo de otimismo que vemos no mundo é o que levará até a ruína através dos sentidos.

Novamente, por mais que o homem tenda a ignorar o fato de que o sofrimento, físico e mental é inevitável no plano sensório e mergulhe completamente nele, um dia chegará quando ele perguntará a si mesmo: “É isto tudo? Será a meta da vida viver como plantas e animais por alguns anos e morrer?” Isto é um imperativo, pois enquanto o homem retiver a faculdade do raciocínio, ele não pode deixar de colocar estas questões para si mesmo quando deparar com terríveis e insuperáveis circunstâncias. E este raciocínio deveria levá-lo a auto-análise e gradualmente à Religião, pois tendo sofrido no plano dos sentidos ele não tem outra alternativa além de tentar conseguir consolo de algo superior e não perecível.

Agora vamos ver o que a Religião realmente significa e o que ela pode fazer por nós. Religião é um sistema de disciplinas que traz uma penetração intuitiva na natureza real do mundo espiritual, pelo controle dos sentidos e a conquista da mente. Com esta penetração intuitiva, nós chegamos a conhecer o propósito real da vida humana, como também sobre a vacuidade do mundo sensual. Swami Vivekananda afirma: “Este nosso universo, o universo dos sentidos, racional, intelectual, está cercado de ambos os lados pelo ilimitado, o não-conhecível, o sempre desconhecido. Nisto está a busca, nisto estão as investigações, aqui estão os fatos; disto vem a luz que é conhecida para o mundo como religião. A Religião pertence ao Supra-sensório e não ao plano sensório. Está além de todo raciocínio e não está no plano do intelecto. É uma visão, uma inspiração, um mergulho no desconhecido e não-conhecível, fazendo o não-conhecível mais do que conhecido, pois ele jamais poderá ser conhecido.” Isto parece ser um paradoxo, à uma primeira leitura, mas se nós pararmos e refletirmos, poderemos ser capazes de compreender a verdade por detrás desta afirmação. A mente humana em sua forma impura pode conhecer apenas coisas apresentadas a ela pelos cinco sentidos e nada mais. É por isso que o Espírito é chamado de não-conhecível; mas quando esta mesma mente se livra de sua impureza, seu apego e desejos, ela é capaz de perceber o não-conhecível, fazendo-o mais do que conhecido. Pergunta Yajnavalkya: “Com o quê você conhecerá o Conhecedor”- vijnataram are kena vijaniyat. Este desconhecido pode ser percebido somente através de uma mente pura, afirma o Kathopanishad: manasaivedam aptavyam, “Somente pela mente isto será realizado.”

O melhor testemunho com relação à vida interior é daqueles que mergulharam profundamente nela e eles são os homens capazes de falar sobre o assunto. Vamos ver o que Swami Vivekananda diz sobre a necessidade desta buscado que está além: “A vida será um deserto, a vida humana será em vão, se nós não pudermos conhecer o que está além. É muito bom dizer: Contente-se com as coisas do presente. As vacas e os cães estão e estão também todos os animais e isto é o que os faz animais. Portanto se o homem contenta-se com o presente e abandona toda busca do que está além, a humanidade terá que voltar ao plano animal de novo.

É a religião, a investigação do que está além que faz a diferença entre um homem e um animal”. Respondendo à uma pergunta sobre o que a religião pode fazer por nós, ele afirma: “A salvação não consiste na quantidade de dinheiro que em seu bolso ou na roupa que você veste ou na casa em que você vive, mas na riqueza do pensamento espiritual em seu cérebro. Isto é o que promove o progresso humano, esta é a fonte de todo progresso material e intelectual, o poder motivador atrás do entusiasmo que empurra a humanidade para a frente.

Além disto, a Religião pode nos dar a vida eterna, trazer-nos a Luz que jamais falha e a paz e tranqüilidade constantes. Contudo a religião não deveria ser julgada do ponto de vista das posses ou coisas materiais. Swami Vivekananda comenta: “Várias vezes você escuta esta objeção levantada: ‘Pode ela retirar a pobreza dos pobres?’ Suponha que ela não possa, isto provaria a inverdade da religião? Suponha que uma criança se levante entre vocês quando você está tentando demonstrar um teorema astronômico e diz, ‘Isto vai me dar biscoitos de gengibre?’ ‘Não, isto não vai dar’, você responde. ‘Então’, diz a criança, ‘não serve para nada’. Crianças julgam o universo inteiro de seu ponto de vista, de produzir biscoitos de gengibre; e assim também fazem as crianças do mundo. Nós não devemos julgar as coisas superiores de um baixo ponto de vista… A Religião interpenetra toda a vida do homem, não apenas o presente, mas o passado, presente e futuro… É lógico medir seu valor por sua ação sobre cinco minutos da vida humana?” Ele continua: “A Religião fez do homem o que ele é e fará deste humano animal um Deus. Isto é o que a religião pode fazer. Tire a religião da sociedade humana e o que restará? Nada além de uma floresta de brutos.”

Do que foi dito nós vemos como a religião está inerentemente absorvida na estrutura da existência humana, mais ainda, a própria existência do homem depende dela. E é por isso que o Senhor se encarna sempre que houver o declínio de Dharma e o crescimento de Adharma, como Ele mesmo diz no Bhagavad Gita. Agora nós veremos quais são as disciplinas que a religião recomenda para atingir o supremo estado da Eterna Bem-aventurança que ela promete. A primeira e mais importante destas disciplinas é a renúncia, sem ela o homem não pode avançar em direção à meta. Pode-se perguntar: são todas as pessoas capazes de renunciar ao mundo? Certamente que não. Então a salvação que a religião promete é para uns poucos? Se for assim, por que deveria a maioria da humanidade ter interesse nela? Sri Ramakrishna responde: “Não é possível adquirir a renúncia de forma repentina. O fator tempo deve ser levado em consideração. Mas também é verdade que um homem deveria escutar sobre ela. Quando a hora certa chegar, ele dirá a si mesmo: ‘Ó, sim, eu escutei sobre isto.’ Você deve também se lembrar de outra coisa. Constantemente ouvindo sobre a renúncia, o desejo pelos objetos do mundo gradualmente se desvanece”. Sri Ramakrishna aconselha aos chefes de família a cultivarem a renúncia interna e amor por Deus, a serem desapegados as coisas do mundo e a buscarem a companhia de pessoas santas. Mas ele categoricamente diz que sem a renúncia, pelo menos a interna, não se pode atingir a Meta.

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Krisnamacharya: biografia

Setembro 9, 2008 at 1:34 pm (Filosofia do yoga, Grandes mestres, Hatha Yoga)

Tirumalai Krishnamacharya nasceu em 18 de novembro de 1888 em Mysore, sul da Índia, numa família que tem suas raízes no famoso sábio indiano do século nove Nathamuni, autor do Yogarahasya e o primeiro professor da linhagem de Gurus Vaishnavas.

O Yogarahasya (A essência do Yoga) é um dos mais importantes textos da história do Yoga. Foi escrito há mais de mil anos e, infelizmente, há cerca de mil anos desapareceu da herança do Yoga. Uma das mais incríveis histórias da vida de Sri Krishnamacharya está relacionada à redescoberta desse importante texto de Nathamuni. Com apenas 16 anos de idade, numa peregrinação até o local sagrado onde Nathamuni havia recebido esses ensinamentos, Krishnamacharya teve uma importante revelação. O que aconteceu lá é descrito a seguir pelo próprio Krishnamacharya, muitos anos após o fato.

“Quando eu tinha 5 anos meu pai me iniciou à prática de Yoga. Quando ele disse que nossa família se originou de Nathamuni, o Yogi que recebeu o ensinamento de Nammazvar (um legendário santo que desde o nascimento manifestou qualidades divinas), eu decidi visitar seu local de nascimento. Mas meu pai não permitiu porque estávamos morando muito longe desse local (chamado Alvar Tirunagari).

Quando eu tinha 10 anos meu pai morreu. Eu estava sozinho. Alguns anos depois, eu tive algumas rúpias (moeda indiana) para fazer a viagem até uma região próxima ao local desejado. De lá caminhei 32 quilômetros até Alvar Tirunagari. Cheguei na porta do templo exausto. Havia um homem velho sentado próximo à entrada. Eu perguntei a ele onde poderia encontrar Nathamuni. Sorridente, ele apontou seu dedo e disse: “Vá até o bosque de mangueiras; lá ele estará sentado com seus discípulos”. Com grande excitação eu atravessei o Rio Tamraparni, me senti completamente cansado e cai. De repente, me vi em um bosque de mangueira na presença de três sábios. Me prostrei e pedi a eles que me instruíssem no Yogarahasya. Eles inclinaram a cabeça. O sábio sentado no centro começou a recitar os versos. Ele tinha uma voz musical.

Após algumas horas eu acordei e olhei ao redor. Não havia bosque e também não havia sábios. Eu estava sentado em frente à entrada do templo. O velho homem ainda estava lá. Ele me perguntou: “Você recebeu as instruções do Yogarahasya? Entre e ofereça suas preces a Nammazvar!”.

Eu entrei no templo, caminhei ao redor da árvore sagrada (com mais de dois mil anos de idade), me prostrei 108 vezes, recebi a prasadam (colocação ritual de uma cobertura ornamental prateada do altar sobre a cabeça do devoto), e saí do templo para agradecer o velho Brâmane. Ele não estava lá. Eu comecei a lembrar de sua feição. Que coincidência! Ele se parecia exatamente como o sábio que estava sentado no centro do bosque.

Eu soube, então, que o velho Brâmane que eu tinha encontrado não era outro senão o próprio Nathamuni”.

Krishnamacharya recebeu sua primeira instrução em sânscrito e Yoga de seu pai, antes de se tornar aluno no Brahmatantra Parakala Mutt, uma das mais conhecidas e respeitadas escolas Brahmanes. Matriculado aos 12 anos, ele estudou os textos vêdicos e aprendeu os rituais vêdicos enquanto simultaneamente estudava no Royal College of Mysore. Aos 18 anos se mudou para Benares, ende estudou sânscrito, lógica e gramática na universidade. De volta a Mysore, Krishnamacharya recebeu uma completa base de Vedánta de Sri Krishna Brahmatantra Swami, diretor do Parakala Mutt. Então, foi ao norte novamente para estudar Sámkhya, o sistema filosófico mais antigo da Índia, no qual o Yoga está fundamentalmente embasado. Em 1916 viajou aos Himalayas onde, no pé do Monte Kailash, encontrou seu professor, Sri Ramamohan Brahmachary, um Yogi erudito que estava vivendo com sua família próximo ao lago Manasarovar, no Tibete.

Krishnamacharya ficou mais de sete anos com esse professor, que exerceu grande influência no rumo que ele tomou em sua vida, dando a ele a grande tarefa de espalhar a mensagem do Yoga e de usar suas habilidades como curador e alguém capaz de auxiliar os doentes. Conseqüentemente, Sri Krishnamacharya não seguiu uma carreira acadêmica, mas retornou ao sul, onde estudou Ayurveda, o sistema médico tradicional indiano, e a filosofia Nyáya, uma escola vêdica de lógica. Em 1924 ele retornou a Mysore, onde o Rei, um regente progressista, deu a ele a oportunidade de abrir uma escola de Yoga. O próprio Rei era um de seus alunos mais entusiastas. De 1933 a 1955 Krishnamacharya ensinou Yoga na escola e escreveu seu primeiro livro, Yoga Makarandan (Segredos do Yoga).

Nessa época sua reputação estava se espalhando pelo sul da Índia e além. Os primeiros estudantes ocidentais de Krishnamacharya vieram estudar Yoga com ele em 1937. Em 1939 e 1940 Krishnamacharya recebeu a visita de uma equipe médica francesa que queria verificar a capacidade de um yogi experiente deliberadamente parar seu batimento cardíaco. Para Sri Krishnamacharya, este exame tão maravilhoso era uma demonstração particularmente aborrecedora, algo que ele se submeteu apenas por se sentir responsável por validar o Yoga aos olhos do cético mundo científico.

Logo o interesse e o trabalho de Krishnamacharya se voltaram para o tratamento de doentes, utilizando Ayurveda e Yoga como agentes de cura. Ele se tornou cada vez mais conhecido e, em 1952, foi chamado a Madras para tratar um político popular que tinha sofrido um ataque do coração. Finalmente, Krishnamacharya se estabeleceu em Madras com sua família.

Krishnamacharya nunca viu o Yoga simplesmente como uma prática física. Sempre foi mais relacionado a alcançar o que é mais elevado, que para ele era Deus. Assim, para Krishnamacharya, Yoga significava “dar passos que levam a Deus para se tornar um com Ele”. Esse caminho exige bastante daqueles que o seguem: uma forte determinação, confiança e a habilidade de manter os esforços constantemente (abhyása).

Krishnamacharya ensinou que Yoga deve ser adaptado e praticado de acordo com as necessidades, capacidade e aspirações de cada estudante. A relação professor-aluno é considerada essencial para o estudo de Yoga, sendo necessária uma relação de amizade e confiança mútua.

Mesmo sendo considerado por muitos como o maior Yogi deste século, Krishnamacharya nunca reivindicou ter descoberto algo, mas sempre disse: “Nada é meu; tudo isso vem de meu professor, ou de Deus”. Além de seus alunos indianos, mais ocidentais vieram a Madras para estudar com ele. Em 1976, T.K.V. Desikachar, filho de Krishnamacharya e um de seus mais próximos discípulos, fundou o Krishnamacharya Yoga Mandiram, uma instituição onde o Yoga é usado para tratar doentes e onde é ensinado tanto para indianos como para estudantes estrangeiros. Sri Krishnamacharya ensinou e inspirou os que estiveram ao seu redor até seis semanas antes de sua morte, em 1989.

De acordo com seu filho, Desikachar, o que torna o Yoga de Krishnamacharya tão único é sua insistência em atender cada indivíduo e sua condição particular. Se nós respeitamos cada pessoa individualmente, isso naturalmente significa que iremos sempre começar de onde cada pessoa atualmente está. O ponto de início nunca é relativo às necessidades do professor, mas às do estudante. Isso requer abordagens diferentes, não há apenas uma abordagem para todos.

Quando jovem, Desikachar afastou-se dos ensinamentos tradicionais e seguiu uma educação de estilo ocidental. Ele se formou como engenheiro e foi trabalhar para uma empresa dinamarquesa. Mais tarde, Desikachar compreendeu a importância do conhecimento único de seu pai. Deixou a engenharia para trás e estudou com seu pai durante 27 anos até poucos meses antes da morte de Krishnamacharya. Apesar de Krishnamacharya ter treinado muitos professores durante sua vida, foi para Desikachar que ele passou seu conhecimento mais inteira e sistematicamente. O texto de Yoga considerado essencial é o Yoga Sútra. Desikachar estudou o Yoga Sútra oito vezes com seu pai. O Yogarahasya foi também todo ensinado a Desikachar de 1963 a 1965.

O professor de Yoga Mark Whitwell escreveu sobre Desikachar: “Seus ensinamentos e sua sensibilidade para as necessidades do indivíduo são sempre transmitidos num contexto de sincera amizade e humor”.

Nos últimos anos, Desikachar tem sido convidado por seus alunos para dar cursos e participar de conferências de Yoga por todo o mundo. Em Junho de 2000, Desikachar esteve nos Estados Unidos dando um curso de 4 dias juntamente com seus mais antigos alunos e, atualmente, professores nos EUA: Gary Kraftsow, Martin Pierce e Sonia Nelson. Nesse encontro, Desikachar expressou sua preocupação quanto ao Viniyoga nos EUA. Ele sente que há um fundamento que está se perdendo e que existe uma expansão horizontal sem aprofundamento vertical. Num poço, numa vasilha larga, a água irá evaporar rapidamente, diz Desikachar. Ressaltou que há muito trabalho a ser feito nessa direção.

Uma Evolução (1920 – 1989)

Imagine alguém que soubesse de cor o Ramayana – poema com 24 mil versos -, o Mahabharata – um épico maior do que a Ilíada e a Odisséia, de Homero -, todas as principais Upanishads, as seis escolas de filosofia da Índia, e a ciência do Ayurveda – sistema de medicina tradicional indiano. Imagine essa mesma pessoa como o mestre cujos ensinamentos revolucionaram o mundo do Yoga, que falava fluentemente mais de doze línguas oficiais da Índia e, ainda assim, vivia modestamente com sua família em uma casa de uma só peça. Embora seja difícil imaginar alguém dessa grandeza, esses são exatamente os atributos que fizeram de Sri T. Krishnamacharya um dos maiores mestres da história da Índia.

Nascido em 1888, Tirumalai Krishnamacharya tinha um desejo ardente de buscar o melhor dos ensinamentos. Viajando extensa e intensamente em seu país, ele estudou com os melhores professores e cedo se tornou mestre nos sistemas filosóficos tradicionais indianos. O aprendizado de Yoga que recebera ainda na infância motivou-o a procurar aquele que seria seu mestre no Tibet, com quem passou sete anos e meio dedicado ao aprendizado. Ao fim desse tempo, esse professor pediu-lhe que retornasse à sua cidade, constituísse família e difundisse o que havia aprendido de Yoga.

Embora toda a sua erudição o habilitasse a conseguir trabalhos que lhe dariam prestígio, riqueza e poder, Krishnamacharya permaneceu devotado exclusivamente ao Yoga, seguindo a orientação de seu professor.

Em sua experiência de seis décadas ensinando Yoga, T. Krishnamacharya fez contribuições de inestimável valor. Embora ele não esteja mais entre nós, seus ensinamentos continuam vivos e populares graças aos esforços de seus alunos, que são hoje considerados autoridades mundiais em Yoga.

Traçamos aqui a evolução na forma como T.K. ensinou Yoga, em particular Yogasanas.

Vajrakaya – 1920 A 1930

Esse período começa no início dos anos 20. Krishnamacharya ensinava no palácio de Mysore. Nessa época, havia necessidade de demonstrar os benefícios e poderes do Yoga. Por isso, seu estilo de prática e ensino procurava tornar claro esse aspecto.

O estilo de ensinar adotado por ele objetivava a maestria do corpo, ou ter um vajrakaya (um corpo de diamante). Ele demonstrou essa possibilidade de diferentes maneiras, inclusive parando voluntariamente seus batimentos cardíacos, fazendo asanas sobre uma outra pessoa, jejuando por vários dias seguidos e ainda através de outros feitos normalmente impossíveis.

Mandala – 1930 A 1950

A partir de 1930, Krishnamacharya adotou o método de ensinar séries de posturas, executadas de forma dinâmica. Ele explicitou essa técnica no livro que escreveu na época, chamado “Yoga Makaranda” (a essência do Yoga). A combinação de posturas nessas seqüências dinâmicas se destinava aos níveis de energia das crianças que ele então ensinava no Palácio de Mysore. Chamadas vinyasa krama, essas seqüências ainda hoje estão em voga, já que são muito atraentes e úteis para crianças. Foi durante esse período que os hoje famosos professores B.K.S. Iyengar e Pattabhi Jois foram alunos de T. Krishnamacharya.

Shikshana - 1960 A 1870

Após mudar-se para a cidade de Madras, no final dos anos 50, a abordagem adotada por ele ao ensinar recebeu o nome de shikshana. Aqui, a perfeição das posturas era o foco. E a perfeição das posturas não se baseava apenas na forma, mas também na respiração. Seu objetivo era que cada postura da seqüência fosse executada corretamente e, além disso, com uma mesma razão respiratória ao longo de toda a série.

Foi nessa época que T.K.V. Desikachar começou suas aulas com Krishnamacharya

Yatha Shakti – 1970 a 1980

A partir do início dos anos 70, a abordagem dominante na forma de ensinar de Krishnamacharya foi a de adaptar o Yoga levando em conta as habilidades de cada praticante.

Embora ele tivesse praticado yogaterapia ao longo de toda a sua vida, foi nesse período que ele estabeleceu a parte mais importante do seu ensinamento. Usando a capacidade das pessoas como ponto de partida, ele gradualmente as levava em direção a uma saúde melhor.

Angalaghava – 1980 a 1985

Reconhecendo que seus alunos tinham cada vez menos tempo para a sua prática diária de Yoga, Krishnamacharya desenvolveu um método de praticar que exigia menos tempo, mas proporcionava leveza do corpo (significado das palavras anga-laghava).

O método combina diferentes posturas, que podem ser alcançadas através de passos fáceis, a partir de um mesmo ponto de início. A técnica foi explicitada por Krishnamacharya em um livro que ele escreveu nessa época, intitulado “Yogasanagalu”. Esse tipo de combinação de posturas ajudou a otimizar o tempo que os alunos podiam destinar à prática de Yoga.

Svadhyaya – 1985 a 1989

Nos seus muitos anos de ensino, Krishnamacharya não foi para seus alunos apenas mestre de Yoga, mas também um orientador espiritual. Com o passar dos anos, ele percebeu que os caminhos espirituais dos alunos, associados à prática de Yoga, poderiam ser uma jornada em direção à calma interior. A partir daí, ele introduziu o Canto Védico nas práticas de seus alunos e ajudou-os a trilhar seu próprio caminho espiritual por meio do Yoga.

Também nesse tipo de ensinamento, ele respeitava a crença religiosa do praticante, sugerindo para recitação durante a prática passagens apropriadas à sua cultura e tradição espiritual.

O que foi apresentado aqui não é senão uma pequena parte da contribuição de T. Krishnamacharya aos campos do Yoga, espiritualidade, saúde e estilo de vida. Suas numerosas outras contribuições incluem composições, comentários a escrituras, traduções, poemas e inúmeras abordagens de ensino.

No campo do Yoga, suas outras contribuições incluem o Yogavalli – um extenso comentário ao Yogasutra de Patanjali, ainda inédito. Também a ele se deve o renascimento de textos como o Yogarahasya, traduções de escrituras como Hatha Yoga Pradipika e Yogayajñavalkya Samhita, poemas como o Yoganjalisaram e o Dhyanamalika e incontáveis artigos e ensaios sobre diferentes temas, que elucidam os mais profundos mistérios do Yoga.

Fora do campo do Yoga, ele contribuiu ainda com comentários ao Vedantasutra. Seu conhecimento de Ayurveda era tão profundo, que ele mesmo se encarregava de preparar os remédios com que tratava seus pacientes. Krishnamacharya combinava Yoga e Ayurveda para que seus alunos se recuperassem rapidamente. Era também um mestre dos Vedas, Upanishads e rituais, sobre os quais escreveu extensos comentários e cujos segredos compartilhou com o mundo.

Falar das qualidades de um homem como esse é quase impossível. É como apreciar a beleza de uma folha da figueira, enquanto a imensa árvore ainda fica por ser descoberta.

Autorização de Kausthub Desikachar.

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